Os servidores de Araucária estiveram na Câmara Municipal para cobrar dos vereadores o apoio às negociações da categoria com a administração. Os vereadores se comprometeram em participar e contribuir na busca de um acordo.

O funcionalismo compareceu à sessão da Câmara realizada na noite de segunda-feira, 16 de maio.

Representantes do Sismmar e do Sifar usaram a tribuna para expor os objetivos de luta dos servidores. Nesta quarta-feira, 18, eles devem participar de reunião de negociação com administração municipal.

Coordenadora geral do Sismmar, a professora Eloísa Helena Grilo apresentou três pedidos.

Um deles foi para os vereadores se empenharem para fazer com que a reunião aconteça no horário previsto, às 13h30min.

Outro, para que participem das conversas os servidores eleitos em assembleias para comporem a comissão de negociação.

Por fim, para que ocorram negociações de verdade, com cada parte expondo suas razões e buscando propostas que levem a um acordo.

Segundo Eloísa, “o que apresentam é uma resposta por escrito e nenhuma vontade de dialogar e de se construir uma proposta que atenda as reivindicações dos servidores”.

Ela também reafirmou a pauta emergencial, que trata do reajuste salarial, correção do valor do auxílio-alimentação, concurso público para contratar mais servidores e o repasse regular das obrigações do Executivo com o Fundo de Previdência.

A dirigente sindical também destacou a luta dos professores pelo cumprimento da lei da hora-atividade e o caos que a Smed causou nas escolas com turmas dos anos finais ao tratar da jornada de trabalho.

Representando os servidores das demais categorias do serviço público, o servidor da saúde Jair Antônio Zanin lembrou que em 4 de abril os vereadores Clodoaldo e Paulo Horácio propuseram a obstrução dos projetos de lei até que seja firmado o acordo entre a Prefeitura e os servidores, com exceção das matérias de interesse social.

Aproveitando a presença na tribuna da Câmara, Zanin defendeu a realização de plebiscito para se definir o número de vereadores, de 11 ou 15. “Diante da crise de representatividade, é importante devolver o protagonismo ao povo”, falou Jair.