Na assembleia realizada no final desta quinta-feira, 19 de maio, os servidores municipais repudiaram o índice de 3% que o prefeito Olizandro quer impor ao funcionalismo.

Apesar de todas as formas de pressão que a categoria lançou mão para tentar estabelecer canal de negociação, a administração não se mostrou capaz em abrir o diálogo. A desculpa foi a mesma de sempre, mostrando que na verdade o prefeito foi incapaz de organizar as contas públicas em sua gestão.

O resultado da incompetência administrativa de Olizandro foi terminar sua gestão tentando impor o arrocho salarial a todo o funcionalismo.

Ainda vai-se tentar avançar no reajuste do auxílio-alimentação, congelado desde 2012, usando sobras de recursos que a Câmara Municipal deve devolver aos cofres públicos. Para tratar disto, está marcada reunião para 31 de maio.

Durante a assembleia, vários servidores usaram o microfone para avaliar o momento, antes de se decidir os rumos do movimento. Nenhum propôs a retomada da greve.

Em votação unânime, a categoria decidiu manter o Estado de Greve. Nova assembleia será realizada no dia seguinte à próxima reunião de negociação (possivelmente no dia 1º de junho), em local ainda não definido.

Além da pauta salarial, a categoria continuará na luta para avançar nas demais reivindicações, que buscam melhorar as condições de trabalho, regularizar questões profissionais e muito mais.

A administração municipal comprometeu-se a não descontar o dia de paralisação em 18 de maio, mediante a reposição junto com os dias da greve ocorrida entre março e abril. Um decreto deverá orientar como será a reposição.

Hora-atividade

Em votação separada, o magistério decidiu estender para os professores da Docência I a campanha “Hora-Atividade Pra Valer!”. A primeira mobilização unificada dos professores pela hora-atividade de no mínimo 33% da jornada será no dia 25 de maio, próxima quarta-feira, na frente da Secretaria da Educação. O horário será das 9h30 às 11h30, pela manhã, e das 15h às 17 horas, à tarde.