Petrobrás

PetrobrásOs dirigentes sindicais do SIFAR e do SISMMAR estiveram presentes na Audiência Pública sobre a Privatização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), na noite de terça-feira (26).

As palestras apresentaram os impactos da possível privatização da REPAR na economia de Araucária e região. Como os sindicatos alertam há tempos, os capitalistas que assumem o controle de empresas privatizadas pensam a partir da lógica do capital, objetivando o lucro.

Isso significa que o cenário de fechamento da REPAR não é ilusório nem profecia do apocalipse. É real. Em um mundo em que países ricos mobilizam seus jovens para matar e morrer como soldados em guerras para saquear o petróleo de outras nações, uma empresa que opera no mundo todo pode fechar a produção de petróleo em Araucária para aumentar o seu lucro.

Vejamos: a REPAR abastece o mercado dos estados do sul, além de Mato Grosso do Sul e sul do estado de São Paulo. Se uma empresa privada que atua em outros mercados resolver aumentar o seu lucro, ela fecha a REPAR e força o mercado brasileiro a comprar petróleo de outros países. Esse é o lugar que o capital espera do Brasil como país periférico no desenvolvimento do capitalismo mundial.

Se esse cenário na REPAR ainda é hipotético, na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) é real. Duas plantas da FAFEN no nordeste estão hibernando, ou seja, fora de operação por ordem da diretoria da Petrobrás. E já há conversas sobre o fechamento temporário da FAFEN em Araucária.

Todas essas medidas estão impactando negativamente para a sociedade de Araucária. A privatização causa demissões e diminuição dos salários, diminuição da arrecadação de impostos e prejudica a oferta de serviços pelo município.

Os sindicatos continuarão lutando contra a privatização da Petrobrás e em defesa de toda classe trabalhadora!

Firmes!