A administração pública já deu mostras de que não quer negociar com os servidores. Mas a categoria insiste na abertura de negociações.

No dia 16 de março, as direções do Sismmar e do Sifar protocolaram novo ofício na Prefeitura de Araucária, solicitando o agendamento de reunião de negociação. Pediram uma resposta até as 17 horas, uma vez que às 17h30 foi realizada assembleia conjunta das categorias.

Não tiveram resposta, mostrando que somente será possível abrir negociações se todos os servidores forem para a frente da Prefeitura no dia 22.

Depois, precisarão reforçar a mobilização para que haja negociações efetivas, com a apresentação de proposta para as reivindicações apresentadas, espaço para apresentação de contraproposta, até que se chegue a um acordo.

Caso contrário, não haverá alternativa se não ir à greve.

No ofício conjunto 02/2016, enviado à administração municipal, os sindicatos ressaltam que compareceram pontualmente à primeira reunião agendada, que seria no dia 15, às 16 horas, no Paço Municipal. Porém, “apenas após uma hora e meia [de espera], compareceu o secretário de Governo para a entrega de resposta escrita, negando todas as pautas prioritárias dos servidores.”

“Embora os sindicatos e servidores presentes tenham insistido”, continua o ofício, “o representante do governo não se comprometeu naquele momento com qualquer data para negociação entre o Município e os representantes dos servidores.”

A correspondência lembra às autoridades que “o direito a negociação coletiva (…) é garantido pelo Decreto Federal 7.944/2013 (que promulgou a Convenção 151 da OIT) e pela Lei Orgânica do Município de Araucária (Art. 60, VI).”

“Além disso, a disposição em negociar demonstra o respeito que a administração tem por seus servidores”, complementa o documento.