Na manhã desta sexta-feira (2), o SISMMAR e o SIFAR se reuniram com representantes do governo Hissam para questionar o direcionamento da comissão eleitoral do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA). A gestão se antecipou e, com o decreto já instituído, mostrou que novamente não está aberta ao diálogo e tenta impor, através do presidente designado, Airton Moreira Pinto, as medidas que prejudicam o processo democrático da eleição.

Antes de tudo, vale ressaltar que não há qualquer previsão legal que autorize que o município nomeie um representante seu como presidente da comissão eleitoral.

O governo não consultou os conselheiros do FPMA ou os trabalhadores antes de nomear o Presidente de Comissão. Airton, enquanto presidente, deveria estar aberto ao diálogo com as direções sindicais e com a servidora do Fundo, porém, ficou claro que a postura do nomeado por Hissam é intransigente, autoritária e machista.

Para além disso, já foram realizadas duas reuniões presenciais que não avançaram devido à postura autoritária e intransigente do presidente nomeado por Hissam.

No último encontro, realizado no dia 29 de setembro, o presidente da comissão se negou a ouvir contribuições da servidora do Fundo e censurou as diretoras dos sindicatos, impedindo que elas fizessem perguntas ou pedissem esclarecimentos sobre a comissão eleitoral. A ditadura acabou!

Governo segue querendo intervir no FPMA

Antes mesmo da publicação deste decreto, levando em conta o momento de pandemia de coronavírus, a intenção da gestão estava clara, os sindicatos indicaram uma suplência para compor esta comissão, e isso não foi levado em consideração pelo governo.

Na manhã desta sexta (2), os sindicatos com suas respectivas assessorias jurídicas foram até os representantes do executivo para deixar um recado: não aceitaremos que o processo eleitoral do Fundo ocorra de forma impositiva e antidemocrática! Na ocasião, SIFAR e SISMMAR entregaram um ofício com as principais reinvindicações em relação à Comissão.

As representantes dos sindicatos estarão atentas e só aceitarão realizar o processo de eleição para o conselho do FPMA de forma democrática e inclusiva.