greve em São Paulo
greve em São Paulo
Reprodução: Sindsep – Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo

Nesta segunda-feira (4), os servidores municipais de São Paulo entraram em greve e organizaram uma manifestação que reuniu cerca de 50 mil pessoas no Viaduto do Chá. O que os trabalhadores reivindicam é a revogação da lei do SampaPrev, que foi votada na surdina nos últimos dias de 2018 e aumenta a contribuição dos servidores públicos para o sistema de Previdência, que era de 11% para 14%.

Na prática, o aumento da contribuição imposto pelo prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), representa a diminuição de 3% do salário dos trabalhadores enquanto o custo de vida na cidade está mais caro. Isso porque a inflação sobre a cesta básica do Dieese registrou um aumento de 8,34%, enquanto o IPTU aumentou em 3,5% e a passagem de ônibus teve um aumento de 7,5% em São Paulo.

Com a Lei 17.020/18 (PL 621/16 – SampaPrev) instituída por Covas, o desconto de 14% na folha salarial dos servidores paulistanos será feito a partir do pagamento de abril. O objetivo com a paralisação da categoria, portanto, é revogar a lei do SampaPrev antes que o primeiro confisco salarial seja feito. Em Florianópolis (SC), os servidores públicos, depois de 30 dias de greve em 2018, conseguiram reaver seus direitos e é justamente isso que os servidores de São Paulo buscam com a mobilização.

Além de lutar contra a lei que aumenta em 3% a contribuição do funcionalismo público para o SampaPrev, os trabalhadores também estão nas ruas para exigir o fim da política de aumento anual de 0,01%, reajuste de 10% na remuneração e chamadas dos concursos. O próximo ato/assembleia pela revogação da Lei 17.020 está marcado para amanhã (7), às 14h, em frente à Prefeitura de São Paulo.

O SISMMAR, por meio desta nota, vem prestar apoio à greve dos servidores públicos de São Paulo. Entendemos que a luta contra a reforma da Previdência é legítima e que a classe trabalhadora não pode ficar à mercê de leis arbitrárias impostas por políticos cínicos, como o prefeito Bruno Covas, que atuam apenas a favor do empresariado e retiram direitos dos trabalhadores.

NENHUM DIREITO A MENOS!

FIRMES contra a reforma da Previdência!