Reprodução: Andre Coelho/Folhapress
reforma da Previdência
Reprodução: Andre Coelho/Folhapress

Após liberar R$ 2,55 bilhões em emendas parlamentares somente neste mês para os deputados que votassem a favor da reforma da Previdência, ontem (10) Bolsonaro e sua equipe compraram uma importante vitória na Câmara dos Deputados. Por 379 votos a 131, o texto-base da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Previdência foi aprovado no primeiro turno.

Hoje (11) a Câmara analisa as 14 sugestões de mudança no texto-base, que seguirá para uma segunda votação por parte dos deputados e, posteriormente, será encaminhada para duas votações no Senado. Caso o Senado também aprove a PEC, Bolsonaro poderá sancionar a emenda constitucional.

Ou seja, o cenário é extremamente preocupante para a classe trabalhadora, desempregados e os mais pobres neste momento, haja vista que a votação de ontem demonstrou que, muito provavelmente, os deputados vão aprovar o texto na segunda votação. Quanto ao Senado, este também dá indícios de que irá votar de forma alinhada à Câmara liderada por Rodrigo Maia (DEM).

“Emendas parlamentares” ou mensalão?

O governo Bolsonaro se elegeu prometendo à população “acabar com a corrupção” e fazer uma “nova forma de política”. No entanto, o que se vê na prática é completamente diferente. A prática de liberar emendas parlamentares (dinheiro) para comprar os votos dos deputados é uma velha conhecida da população. Trata-se do mensalão.

Basta voltar nos anos de 2005 e 2006 para lembrar do escândalo de corrupção política envolvendo, entre outros partidos, o Partido dos Trabalhadores (PT), que ficou conhecido como “mensalão”. À época, o que aconteceu foi que pelo menos R$ 101 milhões foram injetados no pagamento de propina a parlamentares da base do governo Lula.

De acordo com a ONG Contas Abertas, no governo Bolsonaro, somente nos primeiros 5 dias deste mês de julho, R$ 2,55 bilhões foram utilizados para comprar o apoio dos Deputados e, assim, conseguir aprovar a reforma da Previdência.

SISMMAR continua na resistência!

O SISMMAR vem se posicionando contrário à reforma da Previdência desde fevereiro, quando o texto da PEC da Previdência foi apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. E a luta continua!

O sindicato é contra qualquer tipo de emenda constitucional que retire direitos dos trabalhadores e, neste ano, esteve presente em todas as manifestações realizadas contra o fim da aposentadoria, bem como organizou panfletagens e seminários a fim de alertar a população de Araucária sobre os perigos da reforma da Previdência.

À luta por nenhum direito a menos, trabalhadores. FIRMES!