Nota do Sismmar

Em apoio aos petroleiros e contra a rapinagem na Petrobrás

Os professores municipais de Araucária, por meio do Sismmar, manifestam solidariedade aos trabalhadores das empresas da Petrobrás, que preparam uma greve de 72 horas a partir de quarta-feira, dia 30.

O feriado do dia 31 não diminui o impacto da paralisação porque as refinarias deveriam funcionar normalmente, se não fosse o movimento.

Os petroleiros vão à greve para denunciar o desmonte e a privatização de empresas do sistema Petrobrás.

Os eixos principais do movimento são

  • redução dos preços dos combustíveis,
  • manutenção dos empregos,
  • retomada da produção das refinarias,
  • fim das importações de derivados de petróleo,
  • não às privatizações e desmonte da Petrobrás e
  • demissão de Pedro Parente da presidência da empresa

Entreguismo

Para tocar o projeto de sucateamento, o governo alinha o preço dos combustíveis ao mercado internacional.

As refinarias reduziram sua produção a 70% da capacidade. Assim, as concorrentes Shell, Esso, Chevron, etc. importam combustível do exterior, sobretudo dos EUA.

Compram lá fora para vender aqui, ao preço internacional, a gasolina que poderia ser produzida no Brasil por valor bem mais baixo.

Para evidenciar os interesses do lobista Pedro Parente, o presidente da Petrobrás colocou no Conselho Administrativo da empresa dois representantes da Shell e um da Maersk.

Ficam preservados os interesses do mercado, manipulado pelo 1% de pessoas ultramilionárias, os verdadeiros capitalistas.

Por que essa greve desafia a política econômica neoliberal, o governo Michel Temer convocou as força armadas para ocupar as refinarias.

O Sismmar repudia esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e defende a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.

Repar

Com a produção diminuída, a Repar coloca empregos em risco e reduz seu lucro, sendo preparada para ser vendida a preço baixo.

Fica escancarada a política de desmonte da estatal para a posterior privatização.

Quem comprar a Repar estará muito mais interessado na lucratividade internacional do que na qualidade de vida do povo de Araucária.

A Petrobrás é do povo brasileiro. A Repar é também do povo do Paraná e de Araucária.

Os petroleiros em greve defendem os nossos interesses.