Na tarde do dia 04 de dezembro, a Smed apresentou na Plenária do CME o Cronograma de Estadualizações para os próximos três anos. Mais uma vez, antes de discutir com os trabalhadores, o governo municipal impõe o processo de cima pra baixo, deixando para discussão apenas as consequências da política de entrega do 6.º ao 9.º ano ao Estado. O fato concreto é que as estadualizações vão custar aos cofres da Prefeitura um montante de aproximadamente R$ 10 milhões ao ano, resultado da perda do repasse do Fundeb.

A categoria debateu o tema na assembleia, dia 08 de novembro, e, por unanimidade, aprovou uma campanha contra a estadualização. Em um cenário em que a carreira da Docência I está congelada desde 2013 por um parecer absurdo, é preocupante apresentar um acordo entre Prefeitura e Estado sem chamar os trabalhadores para decisão.

A quebra dos vínculos estabelecidos entre os profissionais e a comunidade, a falta de planejamento para garantir aos professores da Docência II um local de atuação em Unidades Educacionais e na área para a qual prestaram concurso, e a ausência de profissionais de apoio nas turmas de 6.º ao 9.º já em 2019 são consequências imediatas. Precisamos nos mobilizar para lutar pelos direitos de carreira.

A secretaria municipal de educação, por ofício, chamou professores das séries finais por área para integrar uma comissão, onde se pretende tratar da nossa carreira. Estamos acompanhando de perto essa movimentação e participaremos desses momentos defendendo os nossos direitos.