agressões a jornalistas
agressões a jornalistas
Imagem/reprodução: G1 Bahia

O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem mais uma vez a público repudiar as agressões cometidas por parte do governo contra jornalistas em exercício da função. No mais recente episódio, ocorrido no último domingo (12), o coronel do Exército Gustavo Suarez da Silva, diretor do Departamento de Segurança Presidencial, agrediu jornalistas em Itamaraju, na Bahia.

Os profissionais foram agredidos enquanto trabalhavam na cobertura jornalística das áreas atingidas pelas enchentes no sul da Bahia. A repórter da TV Bahia, afiliada da Rede Globo, Camila Marinho, chegou a ser agredida com um “mata-leão” dado por um segurança do presidente. Além da repórter, um cinegrafista da mesma emissora, e repórteres de outros veículos também foram agredidos quando tentavam entrevistar Jair Bolsonaro, que visitava o local.

Essa não é a primeira vez que a equipe de Bolsonaro agride profissionais da imprensa. Quando o presidente participou da cúpula do G20, em Roma, na Itália, jornalistas também denunciaram agressões por parte da Segurança Presidencial. Em junho de 2021, Bolsonaro gritou com uma repórter, mandando que a trabalhadora calasse a boca enquanto ela tentava fazer algumas perguntas, algo inerente à sua profissão.

Segundo levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), 2020 foi o ano mais violento para jornalistas brasileiros desde 1999, quando a entidade passou a contabilizar os casos de agressões. Em 2019, foram 208 ocorrências e, em 2020, foram 428 casos de agressão a jornalistas. Ou seja, o número mais do que dobrou em apenas um ano. Ainda segundo a FENAJ, Bolsonaro é o principal agressor de profissionais da imprensa. Os números de 2021 devem ser divulgados nos próximos meses, mas há centenas de relatos de agressões também nesse ano.

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Comunicação SISMMAR

Autoritarismo e intolerância do Estado contra a imprensa

Característicos dos regimes de ditadura, o autoritarismo e a intolerância à imprensa crescem em todas as regiões do Brasil influenciados pelo desgoverno Bolsonaro, que não tem respeito algum com a liberdade de imprensa ou com os trabalhadores da comunicação, e ainda incentiva as agressões cometidas contra esses profissionais quando ele mesmo não o faz com as próprias mãos.

Necessário lembrar que em Araucária não é diferente! No que ficou conhecido como a “Batalha de 3 de setembro”, o Secretário de Segurança Municipal Antônio Edison e integrantes da Guarda Municipal agrediram fisicamente a jornalista do SISMMAR e o cinegrafista do SIFAR, que realizavam a cobertura do ato de protesto dos servidores do município. Além das agressões, também quebraram equipamentos fotográficos dos sindicatos para impedir os registros da ação truculenta.

Ressaltamos que a impunidade também pode ser outro fator que incentiva esse tipo de comportamento por parte do próprio Estado, uma vez que as denúncias feitas pelas entidades, como Fenaj e os sindicatos que representam a categoria dos jornalistas, seja no âmbito federal ou municipal, parecem não caminhar.

BASTA DE AGRESSÕES A JORNALISTAS! A LIBERDADE DE IMPRENSA ESTÁ PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO E É PARA SER CUMPRIDA!