O Conselho Administrativo propôs o estabelecimento de um organograma funcional para o FPMA, definindo as funções entre servidores estatutários do fundo. O prefeito mandou projeto para a Câmara Municipal que ignora o organograma e cria uma diretoria indicada pelo prefeito, com cargos comissionados.

Outra proposta era criar mais uma vaga no Conselho Fiscal para conselheiro indicado pelo Executivo. Em outras palavras, reduz o poder de fiscalização dos servidores sobre os recursos do fundo.

O projeto foi enviado um mês atrás. Devido à pressão da maioria dos conselheiros eleitos pelos servidores, Hissam retirou o projeto. No entanto, anunciou que reenviará, com leves alterações. Os servidores querem uma proposta séria que fortaleça o FPMA, não uma que coloque o fundo ao sabor do governante de ocasião.

O governo quer criar o cargo de gestor de investimentos, que teria autonomia para investir o dinheiro do fundo onde ele achar melhor. Pode ser aproveitando uma lacuna de investimentos boa, com fundo garantidor o Banco Central, ou sem garantia alguma.

O risco é que uma pessoa dessas pode ser facilmente subornada para fazer investimentos arriscados e colocar os recursos do FPMA em verdadeiros cassinos especulativos.