coluna SISMMAR

Tsunami da Educação

Coluna do SISMMAR publicada na edição impressa do Jornal O Popular desta quinta-feira (15)

Com manifestações em todas as regiões do Brasil, trabalhadores e estudantes provaram que continuam mobilizados e unidos contra os ataques dos governos. O “Tsunami da Educação” aconteceu nesta última terça-feira (13), tratando-se de uma mobilização contra os cortes de verba na educação, contra a reforma da Previdência e por mais empregos com todos os direitos trabalhistas respeitados pelos patrões.

Em Curitiba, o ato, que teve concentração às 18h na Praça Santos Andrade, seguiu até a Boca Maldita, e contou com a participação de milhares de trabalhadores e estudantes. Representando os professores e professoras da rede municipal de Araucária, os diretores do SISMMAR, Daniel Lazinho, Alice Unicki, Zuleica Vieira, Clarice Mosson e Luci Mosson, estiveram presentes para deixar o recado.

Os governos estão há anos atacando a educação e, agora, com o desgoverno Bolsonaro ficou tudo pior. Os cortes de verba feitos pelo Ministério da Educação (MEC) neste ano inviabilizam o funcionamento de universidades e institutos federais, que não terão como manter suas despesas de custeio após este mês de agosto.

Em relação às escolas e creches públicas, a situação não é diferente. Há anos os professores trabalham sem ter seus direitos respeitados, sem estrutura adequada e com unidades educacionais sucateadas, sem materiais básicos, como folha sulfite, para trabalhar em sala de aula com os alunos.

Em Araucária, por exemplo, os professores que dão aula para as turmas do 1º ao 5º ano estão com a carreira congelada há mais de 6 anos. Os professores do 6º ao 9º, por sua vez, também sofrem com o descaso do governo Hissam, que botou um plano de estadualização em prática e até agora não definiu as atribuições de cargo desses trabalhadores.

Quanto às pedagogas, a gestão municipal criou uma enorme expectativa de que elas teriam o direito da aposentadoria especial respeitado, com a sanção da lei 3.479/2019. Mas, até agora, essas trabalhadoras estão sofrendo com entraves vindos da própria Prefeitura, que não cumpre a lei federal de 2006, muito clara em relação ao direito da aposentadoria especial para todos os professores.

Ou seja, o problema não está canalizado unicamente em Bolsonaro. Além do governo federal, os governos estadual e municipal também atuam no desmonte da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora.

E é por isso que o SISMMAR continua atento às ações dos governos e continuará presente em todas as mobilizações e manifestações em prol da educação pública e contra o fim da aposentadoria.

Os governos tentam, a todo custo, deslegitimar as mobilizações dos trabalhadores e movimentos estudantis, mas com o Tsunami da Educação o recado foi dado: seguimos firmes na luta por nenhum direito a menos!