luta antirracista

luta antirracistaNeste ano de tantos acontecimentos inimagináveis e tragédias, também fica a lição dos protestos antirracistas, que não são de hoje. Organizadas em diversos países, essas manifestações colocam no centro a luta contra o racismo e a reivindicação pelo fim da brutalidade policial.

Nos Estados Unidos, os protestos seguem devido à morte de mais um negro, Walter Wallace Jr, pelas mãos dos policiais. Na Nigéria, país com maior população negra no mundo, as manifestações pelo fim da violência policial também seguem a todo vapor, mesmo com dezenas de pessoas assassinadas pela polícia durante esses atos.

O recado das ruas é claro: vidas negras importam. O povo se ergue contra o racismo e a brutalidade da polícia e vai às ruas, mesmo em meio à uma pandemia que já matou mais de 1 milhão de pessoas no mundo. Para o preto e pobre, a luta pela vida é mais urgente do que o isolamento social, já que essa população não tem direito à quarentena porque não parou de trabalhar ou teve comida garantida na mesa em momento algum.

No Brasil, morrem 40% a mais negros do que brancos durante a pandemia, que escancara a desigualdade social e o racismo estrutural. Enquanto isso, a letalidade policial bate recorde. A polícia nunca matou tanto quanto mata na pandemia, invadindo as casas nas favelas e fazendo da pele negra o seu alvo mais fácil.

Principalmente em maio e junho, também tivemos manifestações antirracistas no Brasil, que foram duramente reprimidas pelo braço armado do Estado. Mas a luta é todo dia, seja nas ruas, no trabalho, nos ônibus, nas escolas, em casa ou em qualquer outro lugar onde o racismo ainda insista em querer tirar o valor da vida do preto e da preta.

A luta não ocorre apenas em novembro, mês da consciência negra. Todos os dias os pretos são perseguidos nos mercados e nas lojas quando tentam fazer suas compras em paz. Todos os dias são presos pela cor da pele, sem saber quais crimes cometeram. Todos os dias morrem de “bala perdida” ou são agredidos e torturados pela polícia mesmo depois de estarem rendidos. A luta pela sobrevivência é todo dia.

Ciente da importância e necessidade de aniquilar o racismo, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) reitera que apoia a luta antirracista e os atos de resistência do povo negro no Brasil e em diversos países!

VIDAS NEGRAS IMPORTAM!

SEM JUSTIÇA, SEM PAZ!