FPMA

FPMAO plano de Hissam para meter a mão no dinheiro da aposentadoria dos servidores sofreu a segunda derrota consecutiva na noite desta segunda-feira (17). O Projeto de Lei 2330/2020, que suspende a contribuição patronal e tira R$ 23 milhões do Fundo de Previdência Municipal de Araucária (FPMA), não foi aprovado na primeira votação em sessão plenária.

Essa é mais uma vitória da mobilização dos servidores que, em conjunto com o SIFAR e o SISMMAR, enfrentaram chuva, repressão, provocações, spray de pimenta, tentativas de intimidação e não abriram mão de defender a sua aposentadoria! Além do acampamento que teve início no domingo, a mobilização também contou com buzinaço e pressão nas redes sociais.

Inicialmente, os vereadores Fábio Alceu, Fábio Pedroso e Vanderlei Cabeleireiro se declararam impedidos de votar por ter algum parentesco com servidores do município e o projeto recebeu seis votos favoráveis e o voto contrário da vereadora Tatiana Nogueira. Após a votação, o vereador Ben Hur, que votou pela aprovação do PL, retificou seu voto e também se declarou impedido de votar por ter parentesco com servidores. Com essa mudança e com a pressão dos sindicatos, que continuaram com a mobilização até o fim em frente à Câmara e buscando diálogo, o ataque ao FPMA não reuniu os seis votos favoráveis necessários para a aprovação por maioria simples e foi reprovado.

Mas, estamos de olho! A nossa mobilização continua e estamos com a atenção redobrada. O fato da votação deste PL não ter ido para frente não significa necessariamente que ele não pode mais ser votado, ou seja, a qualquer momento o ataque ao FPMA pode retornar à pauta. Além disso, há outros dois projetos de lei que atacam o Fundo de Previdência e que tramitam em regime de urgência na Câmara. Vamos continuar na luta para que não sejam aprovados! Retira, Hissam!

Cada vitória como essa nos fortalece para as próximas lutas e torna mais evidente que é um absurdo e um completo desrespeito atacar a aposentadoria na base do tratoraço em plena pandemia, sem diálogo com servidores, sindicatos ou conselheiros do FPMA.

Amanda Nassar também se posicionou contra, mas, como é presidente da Câmara, seu voto só é computado em caso de empate