Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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A frase acima é conhecida por se tratar da manipulação midiática de algumas emissoras que detêm o monopólio da televisão aberta brasileira, dentre elas, a mais poderosa é a Rede Globo. Ao dialogar com as massas, forma e deforma opiniões, orienta e desorienta discursos.

Nos últimos dias, ficou evidente a mudança de posição da emissora durante a cobertura das mobilizações nacionais pela redução da passagem. De baderneiros que pediam a redução da tarifa de transportes públicos, passou-se a uma massa de descontentes com toda e qualquer ação dos governos e partidos políticos, reagindo contra um espectro sem rosto, denominado corrupção.

Grande parte dos manifestantes são jovens, muitos destes participando de atividades políticas pela primeira vez. Vieram às ruas por um desejo confundido entre a revolta “contra tudo que está aí” e por uma vontade de participação democrática. Gritos contra a corrupção, contra os impostos, contra a PEC 37, contra o nepotismo e por um conjunto de itens muito pouco esclarecidos que se traduzem na necessidade de uma reforma política.

A luta de rua, não começou agora. Em 1917, por exemplo, cerca de 100 mil trabalhadores em São Paulo realizaram uma greve que não começou com reivindicações salariais, mas pela luta das trabalhadoras de uma fábrica que queriam creches para os filhos ou parariam a produção. Uma extensa pauta foi formulada, desde aumentos salariais a redução da jornada de trabalho. A paralisação foi vitoriosa e acabou por gerar mobilizações em várias regiões do país, que melhoraram a vida dos trabalhadores num capitalismo voraz em germe no Brasil.

Desta vez, causou perplexidade em algumas cidades, os gritos e a violência contra aqueles militantes populares que desde sempre estiveram nas ruas em defesa dos direitos coletivos. Chegou-se a considerar a possibilidade de golpes como os que elevaram a ditadura militar ao poder no Brasil ou como as que conduziram o ditador fascista, Benito Mussolini ao poder na Itália, dados os rumos violentos de alguns atos, ora pela policia, ora por protestantes que vandalizaram patrimônio público.

O alcance, tamanho e caráter nacional das manifestações é algo inédito entre nós, inclusive aqui em Araucária. Com exceção dos servidores públicos, em especial do Magistério, poucas manifestações de rua foram vistas por aqui. A ideia de que as mobilizações não têm líderes, não tem hierarquias ou organizações, pode parecer sedutora. O problema é que a horizontalidade tem suas armadilhas. Uma delas é o esvaziamento e a falta de organização e controle pela defesa das reivindicações que possam mudar a vida da população.

Esperamos que a juventude e os trabalhadores não se deixem levar pela manipulação e pela onda de conservadorismo que tomou conta dos protestos. É preciso sim, combater partidos e políticos, mas apenas os corruptos, omissos e oportunistas. Dar espaço a uma mudança necessária de pensamento em nossa cidade e no país: contra a exploração dos trabalhadores, pelo respeito as diferentes orientações sexuais,  pelo respeito aos negros, as mulheres, as crianças, jovens e pessoas idosas e, com isso realizar o bom combate contra todas as formas de violências e opressões.

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