Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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Renato FreitasO Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem a público prestar solidariedade e apoio ao vereador negro de Curitiba, Renato Freitas (PT), que poderá ser cassado pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC), devido a um protesto realizado na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

A própria igreja lançou uma nota oficial pedindo que o vereador não seja cassado e perca seus direitos políticos. No entanto, nem mesmo o apelo da arquidiocese foi suficiente para impedir que, nesta terça-feira (10), a Comissão de Ética da CMC deliberasse, por 5 votos a 2, pela cassação do vereador legitimamente eleito pela capital paranaense.

Necessário ressaltar que Renato não está sendo perseguido apenas pelo protesto na igreja, visto que as filmagens provaram que o ato ocorreu somente quando a missa já havia sido finalizada. O vereador negro, pobre e periférico é mais uma vítima do racismo estrutural e institucional da CMC, que sempre agiu com corporativismo e nunca antes na história cassou um vereador, por mais que houvesse motivos.

Nesta Câmara já houve vereadores pegos em escândalos milionários, vereadoras envolvidas em “rachadinhas” e até mesmo um vereador que cometeu assédio sexual – e nenhum foi cassado. Mas, para Renato Freitas a régua é diferente…

Por não ser o padrão branco da CMC e por se colocar como a voz do povo negro de Curitiba, Renato vem sendo duramente perseguido desde o início de seu mandato. E vem sendo perseguido não apenas pelos representantes do Legislativo, pois, também já recebeu ameaças racistas de civis, além de ter sido agredido e levado diversas vezes à delegacia pela polícia sem ter cometido crime algum.

Ao que parece, o crime de Renato é não abaixar a cabeça para o racismo e fazer da raça a maior causa do seu mandato. A militância de um negro, pobre e da periferia parece ser intragável à Câmara que suporta tudo o que há de pior, menos o grito de resistência de quem trabalha para as causas da população preta e periférica.

Portanto, o que a CMC está fazendo NÃO É JUSTIÇA, É RACISMO!

Todo apoio e solidariedade ao vereador! Renato Freitas fica!

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