Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

bolsonaro professoresFaltam apenas três dias para a população ir novamente às urnas para escolher entre a democracia e o autoritarismo. Entre a defesa do SUS e o desmonte da saúde pública. Entre a esperança e o discurso de ódio. Entre a defesa da ciência e o negacionismo. Entre o investimento na Educação ou o fim da educação pública tal como conhecemos.

Domingo (30) será um dia decisivo para todas(os) as(os) brasileiros. Não se trata de uma eleição comum, mas, sim, de um plesbicito no qual o povo escolherá se é a favor do Estado Democrático de Direito ou da barbárie.

Pensando na importância desse pleito, o SISMMAR listou 10 motivos para que nenhum(a) professor(a) vote no inimigo da Educação. Veja abaixo:

1) Reforma da Previdência: a reforma proposta por Jair Messias Bolsonaro e Paulo Guedes é nefasta para as(os) professoras(es), todas(os) as(os) servidoras(es) públicos e as(os) aposentadas(os), principalmente as mulheres. É trabalhar por muito mais tempo para receber aposentadoria menores. É estar aposentado e ser taxado, mesmo recebendo aposentadoria abaixo do teto do INSS;

2) Reforma Administrativa: o plano do atual presidente e o seu ministro da Economia é acabar de vez com os direitos históricos do funcionalismo público. A Reforma Administrativa é o fim da estabilidade, dos avanços na carreira, da licença-prêmio, triênios e quinquênios. É a mordaça nas(os) servidores(as), que passam a depender da avaliação de desempenho;

3) Cortes bilionários na Educação: o desgoverno promoveu um verdadeiro desmonte da Educação Pública como um todo, desde a Educação Básica até o ensino superior. Inclusive, neste mês de outubro, o governo federal bloqueou mais R$ 2,4 bilhões do Ministério da Educação (MEC), inviabilizando o funcionamento das universidades e institutos federais;

4) Corte milionário de Bolsonaro no orçamento para 2023: o presidente pretende cortar 97% da verba para a infraestrutura de escolas no próximo ano. A proposta orçamentária foi enviada ao Congresso Nacional em setembro;

5) Escândalos de corrupção no MEC: desde que Bolsonaro entrou no governo, o MEC já teve quatro ministros diferentes e hoje está completamente enfraquecido e abandonado. O ex-ministro, pastor Milton Ribeiro, chegou a ser preso em junho devido a um esquema de corrupção com pastores;

6) Ataques às professoras e professores: no pior momento da pandemia de Covid-19, que ceifou mais de 700 mil vidas, Bolsonaro mentiu que professoras(es) não queriam trabalhar. Isso porque a categoria, que nunca deixou de trabalhar, defendeu o isolamento social como medida para conter a proliferação do vírus e evitar mais mortes;

7) Confisco de tempo de serviço durante a pandemia: além de mentir que professoras(es) não estavam trabalhando durante a pandemia, Bolsonaro confiscou 18 meses do tempo de serviço (maio de 2020 a dezembro de 2021), que passou a não ser contado para a concessão de licenças, anuênios e quinquênios;

8) Veto do reajuste da merenda escolar: em setembro, Bolsonaro vetou o reajuste do valor repassado a estados e municípios para a merenda escolar. O reajuste já havia sido aprovado pelo Congresso, mas infelizmente foi vetado pelo presidente;

9) Perseguição ideológica: o presidente mentiu diversas vezes que professoras(es) da Escola Pública promovem “ideologia de gênero” e “doutrinação ideológica” nas escolas. Em 2018, foi eleito com a farsa do “kit gay”, que ele disse que estava sendo distribuído nas unidades;

10) Bolsonaro e Ratinho Jr querem o fim da Escola Pública no Paraná: nesta semana, o bolsonarista Ratinho Jr, que foi um dos únicos governadores a não assinar a carta cobrando a compra de vacinas no final de 2020, escancarou um projeto privatista com edital de terceirização. Trata-se da terceirização completa para a iniciativa privada. É o fim da Escola Pública como conhecemos.

Ou seja, há motivos de sobra para que professoras(es) não votem no inimigo da Educação neste domingo. Votar em Bolsonaro é votar no fim da Educação Pública, é votar contra a Carreira e a Previdência e é votar em quem ataca e persegue as(os) trabalhadoras(es) da Educação.

INIMIGO DA EDUCAÇÃO NÃO MERECE REELEIÇÃO!

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