Após sete dias de paralisação do serviço municipal, finalmente o prefeito Olizandro chamou as direções sindicais para abrir negociações. A reunião ocorreu devido à pressão que a categoria fez sobre a administração e a Câmara Municipal.
Na noite anterior, os vereadores haviam se comprometido a lançar uma moção em apoio às negociações e ao não desconto dos dias parados. Na manhã de hoje, mudaram de ideia. Trocaram a moção pela intermediação junto ao prefeito para que abrisse o diálogo.
Passavam das 14h30 quando quatro dirigentes do Sismmar e do Sifar entraram para reunião com o prefeito, alguns secretários e vereadores. Representarem os servidores Eloísa Helena Grilo e Giovana Pivetti, pelo Sismmar, e Sarita Malaguty e Jair Antonio Zanin, pelo Sifar. As assessorias jurídicas dos sindicatos acompanharam a reunião. O economista Sandro Silva, do Dieese, foi barrado.
Não foi apresentada uma proposta por escrito. Apenas foi repassada à assembleia da categoria os itens que o governo propôs oralmente. O principal se refere à reposição da inflação dos doze meses anteriores à data-base, em índice a ser negociado em 18 de maio, para valer a partir de junho.
O governo propôs também a não anotação de falta dos dias parados na ficha funcional, mas com o desconto dos dias parados.
Os servidores insistem no pagamento dos dias parados. Até se dispõem a negociar formas de compensar ou repor os dias parados. Porém, com o devido ao pagamento. No caso do magistério, a intransigência do governo pode vir a comprometer o ano letivo, pois sem pagamento, não pode haver reposição.
Nas demais reivindicações não houve avanço. Segundo informações dos negociadores, a reunião foi tensa, mas não encerrou as conversações.
Por unanimidade, a categoria decidiu manter a greve.
Amanhã às 13 horas a administração municipal e as representações dos servidores voltam a se reunir.
Editado às 19h49