Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

Servidoras aposentadas, dirigentes do Sismmar e Sifar, acompanhadas por advogados, voltaram ontem à tarde à Prefeitura de Araucária para tentar reabrir negociações sobre a manutenção do abono. O benefício era pago desde agosto de 1994 e foi suspenso em janeiro por decisão do prefeito Hissam (PPS).

Durante toda a conversa os representantes da administração municipal negaram a o retorn0o do abono. Apegaram-se na alegação e que é ilegal e inconstitucional. Os argumentos foram prontamente refutados pelas servidoras.

O abono sempre foi legal porque as leis que o respaldaram seguiram todos os trâmites. E não há na constituição nada que proíba o governo municipal a conceder abono a aposentados.

A coordenadora de Comunicação do Sismmar Giovana Piletti questionou os procuradores. O corpo técnico da PGM, por 22 anos nunca apresentou parecer contrário ao abono. O Tribunal de Contas nunca se opôs. Eles concordaram que houve, sim, mudança de entendimento do texto da Constituição.

A coordenadora de Aposentados do Sismmar Elecy Luvizon foi taxativa ao afirmar que o problema é de vontade política do prefeito. “Ele cortou o abono e não se esforçou em nada para buscar outra solução para garantir o direito”, afirmou.

Quando os representantes do governo tentaram envolver a Câmara Municipal para reforçar sua posição, a diretora do Sifar Maria Luíza Souza contestou, mostrando que os vereadores atenderam ao pedido do prefeito.

Durante a reunião, Genildo Carvalho também anunciou que logo Hissam vai querer mudar o Plano de Carreira, para retirar direitos dos professores. Ele considerou o PCCV insustentável.

O corte do abono e o anunciado desmonte do PCCV segue a política do governo nacional, de desmonte dos serviços públicos. As medidas que vêm sendo aprovadas em âmbito nacional vão aprofundar a crise e reduzir as receitas.

O partido do prefeito está inserido no governo Temer e apoiou desde o início o golpe contra a democracia. O presidente do PPS Roberto Freire (SP) e seu representante paranaense na Câmara Federal, Rubens Bueno, votaram a favor da Proposta de Emenda Constitucional que congela os serviços públicos por 20 anos. Hissam está no caminho para adequar Araucária ao cenário de desmonte da saúde, da educação, da segurança pública, etc.

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