
Também é urgente que o auxílio emergencial seja fiscalizado, a fim de impedir que pessoas que não atendem aos requisitos do programa sejam indevidamente beneficiadas. 28 mil militares ainda não devolveram o auxílio emergencial que receberam sem ter direito e até familiares de Michele Bolsonaro, esposa do presidente, foram beneficiados de forma irregular pelo programa.
Em Araucária, diversos servidores municipais tiveram seus nomes incluídos na lista de contemplados para o auxílio emergencial por um equívoco do cruzamento de dados do governo federal. Ou seja, mesmo sem solicitar o auxílio, esses servidores receberam o valor e a maior parte deles já devolveu o dinheiro aos cofres públicos.
É preciso que todos aqueles que receberam de forma indevida tenham a mesma atitude e devolvam o que não lhes pertence. Mas, para isso, os responsáveis pela fiscalização precisam atuar de forma séria. O auxílio emergencial é voltado apenas para as pessoas com renda familiar de até R$ 3.135 (ou R$ 552,20 por pessoa) e é essencial que chegue até elas.
De acordo com o Dieese, em 2019 a extrema pobreza cresceu pelo quinto ano consecutivo devido ao baixo crescimento do PIB e ao estrangulamento do Bolsa Família. Com a pandemia, a situação da população é ainda pior, já que cerca de 1 milhão de brasileiros perderam o emprego ao longo de maio, segundo pesquisa do IBGE.
Portanto, é preciso dar um basta ao descaso do governo Bolsonaro e exigir que o auxílio emergencial seja ampliado, ao invés de reduzir o valor das próximas parcelas, como propõe o presidente. Afinal, enquanto o desgoverno está preocupado em tentar esconder os crimes dos filhos de Jair Bolsonaro, milhares de brasileiros que atendem aos requisitos ainda esperam que os seus cadastros junto à Caixa sejam aprovados. Outros já desistiram devido às dificuldades na aprovação e sobrevivem apenas com a ajuda das comunidades.
Além disso, também é essencial que se comece a discutir a prorrogação do programa para além da pandemia. Já não há dúvidas de que o surto de coronavírus deixará uma grande recessão econômica no Brasil, mesmo depois que a pandemia passar, e os mais pobres certamente vão precisar de um programa como o auxílio emergencial para ter como sobreviver nesses tempos difíceis.
Se em março Bolsonaro teve R$ 1,2 trilhão para tirar dos cofres públicos e dar aos bancos é porque o país tem dinheiro para ajudar quem realmente precisa. O que falta é a vida do brasileiro ser prioridade para esse governo genocida!
O SISMMAR segue firme na luta em defesa da vida!