Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL), que termina seu desgoverno no final deste mês, irá deixar seu rastro de destruição nos serviços públicos do país. Entre os setores mais afetados estão, principalmente, a educação e a saúde, mas também a confecção de passaportes e a segurança pública, entre outros.

Os cortes anunciados pelo governo federal no fim de novembro já somam R$ 5,7 bilhões para o Orçamento de 2023. Com isso, além da administração paralisada nos últimos dias de Bolsonaro na presidência, o novo governo, de Luís Inácio Lula da Silva (PT), poderá enfrentar graves problemas, já que não há verba para diversas áreas fundamentais dos serviços públicos.

De acordo com o governo atual, esses cortes e bloqueios de verbas estão sendo realizados para que seja possível cumprir a regra do teto de gastos.

Educação

Diversas universidades e institutos federais se pronunciaram nesta terça-feira (06) sobre o quinto bloqueio de verbas de Bolsonaro, informando que não terão verba para pagar auxílios estudantis, contratos de Restaurante Universitário (RU), segurança, manutenção, limpeza e, também, projetos de pesquisadores.

Além disso, cerca de 14 mil residentes de medicina deverão ter seus salários suspensos, enquanto os bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também serão profundamente prejudicados, já que não haverá verba para o pagamento das bolsas.

Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), até mesmo os pagamentos com quais as universidades já haviam se comprometido ficarão impossibilitados com os cortes e bloqueios.

Já o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), afirmou que os institutos federais não terão condições de pagar despesas básicas, como água, luz, bolsas de estudo e salários dos trabalhadores terceirizados.

Saúde, segurança pública e passaportes

Ao lado da educação, a saúde pública também está entre as áreas mais prejudicadas pelo desgoverno Bolsonaro. Com o corte de R$ 3,7 bilhões anunciado há poucos dias, faltará dinheiro para o fornecimento de medicamentos à população. E, antes mesmo disso acontecer, a Farmácia Popular também já estava ameaçada ao ser ignorada no orçamento do próximo ano.

Outra área que prejudicada pelos cortes é a segurança pública. A Polícia Federal já anunciou, antes mesmo do último corte de Bolsonaro, que suspendeu a confecção de novos passaportes devido à falta de verba. Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por sua vez, informou que não há dinheiro para a manutenção de viaturas.

Com todos esses cortes, Bolsonaro comprova, mais uma vez, que os serviços públicos destinados à população nunca foram prioridade em seu governo. Ou seja, a população nunca foi a prioridade deste desgoverno, que nos seus últimos dias tenta acabar de uma vez com os serviços que são caros à maioria dos brasileiros.

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