Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

O Julho das Pretas é uma ação que foi criada em 2013 pelo Odara, Instituto da Mulher Negra, para pautar os assuntos relacionados às desigualdades de gênero e raça, colocando no centro do debate a valorização e o protagonismo das mulheres pretas e também a luta por direitos e por reparação histórica.

Neste ano o Julho das Pretas chega a sua 11ª edição e, de acordo com o Instituto Odara, “conta com 446 atividades realizadas por 230 organizações de mulheres negras em 20 estados brasileiros e no Distrito Federal”. O tema dessa edição é Mulheres Negras em Marcha por Reparação e Bem Viver.

Em Curitiba (PR), pelo segundo ano consecutivo o Julho das Pretas, em parceria com a Movimenta Feminista Negra, ocupa o Museu Paranaense (MUPA), com uma programação composta por diversas atividades e apresentações.

A primeira atividade ocorreu no último domingo (16), com shows, contação de história, performance e música de artistas negras, mas ainda há mais diversas atrações no próximo domingo (23), no MUPA – Rua Kellers, 289, no bairro Alto São Francisco. Os eventos são abertos e gratuitos.

Veja a programação do dia 23 de julho:

Confira mais informações sobre as artistas e veja a programação completa do Julho das Pretas no Museu Paranaense CLICANDO AQUI.

Além das apresentações no MUPA, também vão ser realizadas diversas outras atividades que pautam o mês de luta. Confira a agenda completa de eventos em Curitiba na matéria do Brasil de Fato PR.

Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha

Entre as atividades previstas em Curitiba, está a realização de um ato no dia 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, no Largo da Ordem, das 19h às 20h30, com a participação do Bloco Afro Pretinhosidade, Marcha do Orgulho Crespo, Baque Mulher e a Rede de Mulheres Negras do Paraná (RMN-PR).

Julho das Pretas, mês de luta!

Infelizmente, no Brasil as mulheres negras ainda são as maiores vítimas, tanto do racismo e da pobreza, quanto da violência policial, doméstica e sexual, além do feminicídio. Por isso, é urgente reforçar o Julho das Pretas como um mês de luta e promover atividades e reflexões necessárias para mudar essa realidade cruel e caminhar rumo à uma nova sociedade.

São as mulheres pretas organizadas que há 11 anos somam esforços e vão à luta por suas próprias narrativas, construindo o Julho das Pretas em todo o Brasil. Mas, é tarefa de todos, todas e todes contribuir com ações e debates que não apenas reflitam, mas, principalmente, materializem a luta contra o racismo, o machismo e a exploração de classe.

Veja aqui 12 autoras negras para trabalhar em sala de aula neste Julho das Pretas e em todo o ano.

O SISMMAR segue apoiando essa luta e reafirma seu compromisso no combate a todo tipo de violência!

VIVA O JULHO DAS PRETAS!

POR REPARAÇÃO HISTÓRICA E PELOS DIREITOS DAS MULHERES PRETAS!

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