Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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fora bolsonaroOs políticos eleitos são espelho e reflexo de uma cultura, tempo e espaço. O Paraná do momento, assim como tem sido em todas as últimas décadas, é extremamente conservador e, assim, elegeu uma bancada majoritariamente de direita. Mas, ao mesmo tempo, levou e fez com que os segmentos organizados e articulados dessa mesma sociedade saiam vencedores.

E, nesse sentido, o Movimento Negro Paranaense, a partir de agora, está representado no parlamento, nas três esferas: na Municipal, com a Mandata Coletiva das Pretas; na Estadual, com o deputado Renato Freitas; e na Federal, com a deputada Carol Dartora.

Enquanto representante da classe trabalhadora e da Educação Pública, o SISMMAR se orgulha e agradece à todas (os) aquelas(es) que, como Angela Davis, acreditam que é papel de todos nós construir uma sociedade antirracista. É papel nosso enquanto professoras e professores construir uma sociedade mais humana; é papel nosso enquanto sindicalistas lutar todos os dias por uma sociedade que valorize o ser humano.

Como afirma Michael Apple, “educação é poder”. E, por assim entendermos, neste Paraná tão injusto – mais uma vez – a favela venceu e há de continuar vencendo, ano após ano!

Também temos que destacar a chegada ao poder das primeiras candidaturas indígenas e transsexuais em diversos estados.

A líder indígena Sônia Guajajara, de influência mundial, se elegeu como deputada federal em São Paulo, tornando-se a primeira mulher indígena na Câmara, bem como Célia Xakriabá se tornou a primeira mulher indígena a representar Minas Gerais no Congresso.

Quanto às candidaturas trans, Érika Hilton será a primeira mulher trans na Câmara de São Paulo, enquanto em Minas Gerais, Duda Salabert, será a primeira travesti eleita para o Congresso. Linda Brasil será a primeira deputada estadual trans do Sergipe, Dani Balbi primeira deputada estadual trans do Rio de Janeiro e, Carolina Iara, da Bancada Feminista, a primeira co-deputada negra e trans em São Paulo.

O recado das urnas, portanto, é que queremos nossas(os) representantes dos movimentos negro, LGBTQIAP+ e indígena no poder e seguiremos na luta para que isso ocorra cada vez mais. A diversidade, mesmo que ainda esteja muito longe de ser a maioria, venceu nesse aspecto.

Para além disso, Bolsonaro chega ao segundo turno com menos votos e com mais rejeição do que Lula. Também é a primeira vez na história da democracia representativa brasileira que um candidato à reeleição presidencial chega mais fraco ao pleito final.

É hora de erguer a cabeça, respirar fundo e ir à luta. A mobilização pelo Fora Bolsonaro precisa ser ainda maior pelos próximos 26 dias para que a política de morte, miséria, fome e adoração à ditadura perca um de seus importantes elementos, que é justamente o Presidente da República.

Pela defesa da vida, ciência, saúde, educação, meio-ambiente, diversidade, direitos humanos e respeito à democracia, FORA BOLSONARO!

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