Nos dias 13 e 19 de junho, o prefeito Hissam, por meio de seu secretário de governo Genildo, enviou aos sindicatos dois ofícios dizendo “Suspender as negociações e o diálogo” com os sindicatos.
Nesses ofícios, se percebe a falta de compreensão por parte dos gestores sobre a composição dos sindicatos, que é feita por todo o conjunto de trabalhadores do município, e não por um pequeno grupo que toma decisões conforme a sua vontade. Essa lógica não é nossa. Além de que, para “suspender” um diálogo, seria necessário que este estivesse acontecendo de fato.
No dia 13 de junho, o prefeito se negou a participar da negociação agendada. Desmarcou na última hora e deu as costas aos servidores que estavam na Prefeitura para acompanhar a reunião.
Manifestamos nossa rejeição ao ofício enviado pelo prefeito na tentativa de cancelar o diálogo.
Nesse documento, há um ataque aos sindicatos, com uma prática claramente antissindical. O ofício usa um suposto “clima de animosidade, desrespeito e radicalidade” como justificativa para romper as negociações.
As acusações feitas por Hissam no ofício cabem muito melhor ao próprio prefeito, que desrespeita diariamente os servidores e a população de Araucária ao desmontar os serviços públicos.
Repudiamos a manobra do prefeito, que rompe a negociação para tentar impor sua vontade, sem ouvir a opinião dos servidores.
A proposta de reajuste foi divulgada na mídia local, sem possibilidade de negociação, debate e argumentação por parte dos representantes dos trabalhadores.
Como gestor do município, o prefeito não pode escolher ouvir opiniões diferentes da sua apenas quando lhe convém.
A Constituição Federal e a Lei Orgânica de Araucária garantem aos servidores de Araucária o direito de se organizarem em sindicatos e de se mobilizarem para que suas reivindicações sejam atendidas.
Além do gesto ditatorial, a proposta é insuficiente e representa menos da metade do mínimo reivindicado pelos trabalhadores.
O orçamento de Araucária cresceu 12% no último ano, mas isso não se reflete na melhoria dos serviços públicos.
Reafirmamos que não aceitaremos qualquer ameaça de retirada de direitos e exigimos a retomada imediata das negociações com os sindicatos.
Cabe ao prefeito cumprir seu papel de gestor e receber as direções sindicais, eleitas através do voto direto e de amplo debate, para representar os servidores nos momentos de negociação.
Araucária, 19 de junho de 2018
Sismmar e Sifar
