Foi consolidada a terceirização da merenda escolar em nosso município com a publicação do Contrato Administrativo nº 579/2025. O documento formaliza a contratação de empresa para a execução de serviços contínuos de fornecimento de alimentação escolar, abrangendo o pré-preparo, preparo e distribuição da merenda, além do fornecimento de todos os gêneros alimentícios, insumos necessários, logística e supervisão técnica.
O contrato prevê o valor de R$ 28.022.592,00 para o fornecimento de aproximadamente 10 milhões de refeições, destinadas às unidades educacionais da rede municipal e aos centros multidisciplinares CAEM.
Cabe destacar, entretanto, que a empresa vencedora da licitação não possui histórico ou vínculo comprovado com a prestação de serviços de alimentação escolar. Diante disso, há indícios de que parte significativa das atividades possa ser novamente terceirizada, possivelmente repassada a outras empresas do setor. Nesse contexto, chama atenção a proximidade da atual gestão municipal com a empresa Risotolândia, conhecida por atuar na área de alimentação coletiva, especialmente pelo fato de o prefeito Gustavo e a vice-prefeita Tatiana visitado a estrutura da empresa, o que levanta questionamentos sobre a condução do processo e a transparência da contratação.
O Sismmar tem se posicionado permanente contra a terceirização da merenda escolar, por entender que esse modelo precariza o serviço público, retira direitos das trabalhadoras e trabalhadores da alimentação escolar e compromete a qualidade da alimentação oferecida aos estudantes.
O sindicato tem denunciado a falta de transparência nos processos de contratação, os altos custos envolvidos e o risco de favorecimento a grupos privados.
Para o SISMMAR, a terceirização representa um retrocesso e reforça uma política de desmonte do serviço público, que precisa ser enfrentada com organização, mobilização e participação da categoria. 