Diante da omissão da SMGP, o Sismmar mediou a polêmica causada na distribuição de aulas
Gerou polêmica a distribuição de vagas para novos concursados ocorrida em 2 de abril. Professores que ingressaram pelo sistema de cotas raciais foram deixados para o final da lista e se sentiram discriminados.
O Sismmar e o Sifar protocolaram ofício junto à Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas para solicitar esclarecimentos sobre os critérios, manifestar a posição das entidades e requerer providências. Servidores e representantes do Fórum de Combate ao Racismo em Araucária estiveram presentes.
Não há lei regulamente a forma de distribuição de aulas aos cotistas. Porém, há uma convenção de que se deve atender ao princípio da proporcionalidade, de forma que a inclusão seja completa. Assim, como 10% das vagas são de cotistas, a cada 10% dos concursados a escolher vaga, um deve ser cotista.
Este princípio não foi respeitado no primeiro momento pela orientação da Gestão do Município. A fim de reparar o erro, foi necessária nova escolha de vagas, realizada no dia 5 de abril. Isto, porém acabou causando transtornos para todos os envolvidos, gerando descontentamento também entre os não cotistas.
Antes de iniciar a nova distribuição de vagas, as funcionárias da Smed foram questionadas pelos professores sobre os critérios que seriam adotados. Havia dúvidas, críticas e revoltas. As funcionárias da Smed solicitaram a presença do diretor geral da SMGP Ricardo da Silva Machado, para que prestasse os devidos esclarecimentos. Ele respondeu por telefone que não iria, demonstrando descaso com os trabalhadores.
Foram os dirigentes do Sismmar, com sua assessoria jurídica, que acabaram mediando a situação.
O Sismmar espera que, com o ocorrido, o governo municipal regulamente o processo e oriente os servidores sobre a função inclusiva da política de cotas, para que não se repitam práticas discriminatórias.