Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

Profissionais da educação de Araucária reuniram-se nesta quinta e sexta-feira para debater as condições de trabalho no setor. As discussões ocorreram por ocasião da 18ª Sessão do Fórum Municipal em Defesa da Escola Pública.

A abertura foi realizada na noite de 20 de outubro, na Câmara de Vereadores. Os debates seguiram em grupos de trabalho pela manhã do dia 21, em cinco locais diferentes, com a plenária final sendo realizada à tarde, no Salão da Igreja Matriz.

Como é costume, antes de se começarem os trabalhos é aberto espaço para apresentação cultural. Neste ano, ficou por conta do Coral Municipal de Araucária, que cantou músicas brasileiras e de diferentes países africanos.

Em seguida, as entidades e instituições que organizaram o evento saudaram os participantes do Fórum. Eloísa Helena Grilo falou pelo Sismmar; Laís Rufatto representou o Conselho Municipal de Educação; o vereador Paulo Horácio, pela Câmara Municipal; Raquel Zanon Belniak pela Smed; e a educadora Fernanda Lima do Amaral, pelo Sifar.

Chamou a atenção de todos a baixa participação de profissionais nas discussões. Muito menor foi o envolvimento da sociedade no debate sobre a educação no Município.

A professora doutora Andréa Caldas (UFPR) fez a palestra de abertura, falando sobre desistência e resistência no exercício do magistério. Este foi seu objeto de estudo para a tese de doutorado. Ela apresentou um panorama geral de elementos sociais e políticos que afetam o trabalho dos professores. Podem ser as condições de violência no entorno da escola ou medidas adotadas pelo governo. 

A principal razão que leva professores a desistir da profissão ou a se firmar na resistência para tentar superar as dificuldades é a mesma – a paixão, diz a pesquisadora. As pessoas que mais se envolvem e querem mudar a realidade são as mesmas que acabam se desiludindo e ou se tornam referência para resistir para melhorr a educação.

what you need to know

in your inbox every morning