O desmonte da saúde pública leva muita gente a procurar planos de saúde privados. Assim, com apoio estatal, eles abusam nos seus reajustes.
A Unimed está propondo aumento de 22,29% no plano ofertado ao Magistério. No ano passado, o aumento foi na casa dos 30%.
Além disto, a empresa de medicina privada está aumentando em 10% o serviço SOS Unimed Emergência.
Para justificar os percentuais exorbitantes, a empresa se utiliza do índice de “inflação médica” e afirma que está abaixo da meta de lucros, devido ao adoecimento de professores.
Traduzindo: quando se paga sem usar, o lucro é alto. Quando se começa a usar com frequência, o lucro cai. Aí tem início a expulsão dos adoentados mais caros. A medicina privada não tem como meta promover saúde, mas acumular lucros.
Diante desta situação, a direção do Sismmar convocou os professores que integram o plano de saúde coletivo do magistério para discutir o reajuste proposto. Os professores não aceitaram e apresentaram à empresa o pedido para reduzir o índice.
A direção do Sismmar intercedeu junto à empresa e conseguiu reduzir o percentual de reajuste para 16%. Embora seja muito inferior ao anterior, este novo índice está muito acima da inflação. Só comprova que reajuste pedido inicialmente era abusivo demais.
A direção sindical não tem qualquer responsabilidade com os índices praticados pelo Plano de Saúde da Unimed. A entidade não recebe nenhum benefício por mediar a relação de professores com a empresa. Sua atuação, nesta questão, é apenas para não deixar desassistida a categoria nas negociações.