Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

A implantação da hora-atividade de 33,3% da jornada de trabalho foi o tema abordado pelo assessor jurídico do Sismmar Ludimar Rafanhim e pela professora Diana Cristina de Abreu, da rede municipal de Curitiba.

O debate ocorreu na tarde desta terça-feira, 26, na Câmara de Vereadores. Foi mais uma atividade, em Araucária, da 17ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública.

A professora Diana afirmou que salário, carreira e jornada de trabalho adequados são elementos fundamentais para se pensar na valorização da educação.

Em sua fala, destacou os desafios que o Magistério tem para fazer valer as conquistas previstas em leis. Como exemplo, o Plano Nacional de Educação estabelece prazo de dois anos para estados e municípios ajustarem seus planos de carreira à legislação nacional.

O prazo acaba em junho deste ano. É preciso garantir a hora-atividade de 33,3% em Araucária, e, em muitas redes, o piso nacional, dentro das diretrizes nacionais da carreira.

O advogado Dr. Ludimar lembrou que os professores são a única categoria em que a constituição prevê um piso nacional. Também contestou a posição do promotor David Kerber de Aguiar, que se posicionou pela ilegalidade da hora-atividade de 33.3%.

Rafanhim lembra que na votação da ação que pedia a inconstitucionalidade da Lei Federal 11.738, os ministros do STF consideraram que a regra não mexia nas jornadas estabelecidas nos estados e municípios. Apenas organizava a jornada para destinar o mínimo de 1/3 para hora-atividade. Como a lei não foi considerada inconstitucional, está valendo.

Para ele, a proposta de redistribuição de aulas aos professores do 6º ao 9º ano é um remanejamento que se propõe para descumprir a Lei do Piso. O advogado considera o ato da Smed ilegal, arbitrário e com desvio de finalidade.

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