Os servidores de Araucária estão em Campanha de Lutas e nesta quarta-feira, dia 13, farão manifestações para reivindicar o atendimento da Pauta Conjunta formuladas pelas categorias.
Nas reuniões de negociação havidas, o governo não apresentou nenhuma proposta salarial e não demonstrou interesse em avançar para um entendimento sobre os demais itens.
A postura do governo Hissam levou os servidores à rua. Decidiram em assembleia realizar manifestações e indicar a possibilidade de greve.
Estão marcadas manifestações para esta quarta-feira, dia 13:
- No início das atividades do dia, que serão atrasadas em até uma hora, haverá panfletagens e conversa com a comunidade nos diversos locais de trabalho.
- A partir das 15 horas, concentração na Prefeitura para acompanhar a reunião de negociação, que deve ocorrer às 16 horas.
Na quinta-feira, dia 14, às 17 horas, tem assembleia geral dos servidores no salão da Igreja Matriz.
A reação do governo
Diante da mobilização convocada pelos sindicatos, o prefeito Hissam se antecipou e anunciou pelo jornal O Popular, no dia 11, o reajuste salarial pelo índice do INPC, de 1,76%.
O vale-alimentação aumenta R$ 50 e passa de R$ 400 para R$ 450.
Não houve manifestação sobre os demais itens da pauta conjunta, como a reposição das perdas salariais no governo Olizandro, a regularização nas carreiras de quem se aposentou após 2013 e uma proposta alternativa para o abono dos aposentados.
Os sindicatos esperam que o governo municipal confirme os itens desta proposta na reunião marcada para as 16 horas desta quarta-feira, dia 13, e se disponha a fazer avançar o diálogo sobre os demais itens.
A pauta do Magistério
O prefeito anunciou algumas propostas para a pauta econômica, mas deixa de dialogar com a pauta prioritária do magistério.
Para o dia 11 de junho, 16 horas, havia reunião agendada para discutir as reivindicações do Magistério.
Há questões específicas dos professores que precisam ser encaminhadas.
- Professoras/es da Docência I estão com a carreira congelada por um abuso do poder público que precisa ser revisto.
- Os professores da Docência II estão inseguros com a estadualização dos anos finais e temem perder direitos.
- A gestão democrática está em risco pela possibilidade de professores que se candidatarem a direções terem prejuízo na carreira.
- Há ameaças contra pedagogas/os.
- Além das pautas dos aposentados.
- A hora-atividade de 33% da jornada é lei há dez anos e ainda não é respeitada.
- E há reivindicações para melhorar as condições de trabalho.
Quando a representação do Sismmar chegou ao 4º andar, foi informada que os secretários não estavam presentes e a reunião nem constava na agenda do governo.
Fazendo seu jogo, o governo não recebia os professores ao mesmo tempo em que buscava interlocução pela mídia.
O Magistério tem interesse em resolver as questões da pauta prioritária. Vai continuar pressionado em busca de soluções e intensificar a mobilização com os demais servidores.