Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

Neste final de janeiro a direção do Sismmar está formulando o seu planejamento para o ano. Os trabalhos são orientados pelo educador popular Emílio Gennari, do Núcleo 13 de Maio.

As atividades começaram na manhã de segunda-feira, dia 30, com debates sobre a conjuntura. O advogado Ludimar Rafanhim expôs as medidas que estão contidas naquilo que ele denominou Contrarreforma  da Previdência. Em seguida, Gennari falou sobre o ataque do governo aos direitos dos trabalhadores.

Para Rafanhim, a grande reforma da Previdência ocorreu em 1988, com a promulgação da Constituição federal, que criou o sistema de Seguridade Social, com o objetivo de assegurar aos brasileiros uma proteção social com o mínimo de dignidade.

De lá para cá, todas as reformas que ocorreram foram no sentido inverso, de retirar os direitos previstos na constituição. Por isto, tivemos a reforma de 1998, outra em 2003 (remendada em 2005) e mudanças na legislação em 2015.

Agora, o que o governo propõe significa, na prática, o fim das aposentadorias para a maioria dos trabalhadores, ao tentar ampliar para 65 anos a idade mínima e para 49 anos o tempo de contribuição para obter a aposentadoria integral.

Emílio Gennari ampliou o debate ao falar do desmonte da legislação trabalhista também proposto pelo governo federal. O objetivo é deixar todos os trabalhadores à mercê da ganância capitalista.

Uma consequência direta destas mudanças é a inviabilização dos planos de carreiras de servidores estatutários. Acabam-se todas as garantias a quem vive do seu trabalho.

No período da tarde e durante toda esta terça-feira, os debates estão centrados na ação sindical do Sismmar, com avaliação do trabalho realizado no ano passado e a previsão de tarefas para este ano, com o estabelecimento de metas.

Para deter a violência contra os trabalhadores, restaurar os direitos já conquistados na carreira e avançar, professores de Araucária, junto aos demais servidores do município e aos trabalhadores de todo o país, vão precisar mostrar muita disposição de luta.

Organização e luta são nossas ferramentas para não perder e avançar na conquista de direitos.

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