
Atualização em 02/12/2020 às 15h00
Após a publicação desta nota no dia 6 de novembro, o Coletivo Feminino, que é coordenado por Maria Luiza Souza, Márcia Reis e Will Amaral, procurou o Sismmar. As coordenadoras foram recebidas pela direção do sindicato para se posicionarem e explicarem que, de acordo com a sua compreensão, não houve racismo no ataque à live da Escola Municipal Arnaldo Maia. Segundo o Coletivo e a palestrante da live, que o integra, não se configurou racismo porque a invasão ocorreu antes de a discussão entrar no tema.
Além disso, em outras lives que aconteceram na sequência e em unidades próximas, não houve tentativa de boicote. O sindicato segue aberto aos debates e entende que a luta pelas práticas antirracistas precisa estar sempre em pauta.
Por isso, reconhecemos que na luta antirracista precisamos caminhar juntos e abrir espaços para a discussões e debates sobre esse tema, que é tão sensível e requer aprendizado constante.”
Abaixo, o conteúdo da nota do SISMMAR, publicada no dia 6 de novembro, na íntegra:
O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem a público repudiar os ataques racistas que ocorreram durante a live promovida pela Escola Municipal Arnaldo Maia nesta quinta-feira (05). O encontro online abordava o tema “De onde vem a necessidade de falarmos de racismo na escola” e foi alvo de criminosos que utilizaram o chat para proferir discursos racistas.
Diante do ocorrido, o sindicato se soma à comunidade escolar no pedido para que o crime de injúria racial seja apurado pelas autoridades e os culpados sejam devidamente punidos. Todos aqueles que tenham se sentido lesados por esses ataques virtuais, mesmo que não tenham participado da live, podem acionar a justiça e denunciar.
A ação virtual racista já é recorrente em Araucária. No dia 10 de junho, a live “Reflexões necessárias para o combate ao racismo no ambiente escolar”, promovida pela Secretaria Municipal de Educação (SMED), também foi alvo de discurso de ódio contra negros e negras. É inadmissível que esse tipo de crime fique impune. Portanto, é dever das autoridades especializadas em crimes cibernéticos apurar o caso e punir os responsáveis.
O SISMMAR se solidariza à escola Arnaldo Maia, parabeniza a instituição pela iniciativa em promover a reflexão sobre o racismo e reforça a necessidade de se falar cada vez mais sobre esse tema nas unidades educacionais.
O racismo não deve ser tolerado em nenhuma de suas formas, deve ser combatido e isso passa pela educação. Por isso, enfatizamos a necessidade das reflexões levantadas durante o mês da Consciência Negra como política afirmativa e resgate histórico-cultural que valorize negros e negras para a construção de uma sociedade livre de racismo.
BASTA DE RACISMO!
VIDAS NEGRAS IMPORTAM!