O SISMMAR vem, mais uma vez, a público repudiar Jair Bolsonaro e suas falas racistas. Na semana que remete à abolição inacabada da escravatura no Brasil devido ao dia de hoje, 13 de maio, data da assinatura da Lei Áurea em 1888, o presidente voltou a fazer falas criminosas contra a população negra.
Nesta quinta-feira (12), no Palácio da Alvorada, Bolsonaro perguntou a um apoiador negro se ele pesava “mais de sete arrobas” – unidade de peso utilizada para a comercialização de animais.
Não bastasse a ofensa racista, o presidente ainda debochou por ser reincidente nesse tipo de ataque, citando que já foi processado em 2018 pela Procuradoria Geral da República pelo crime de racismo por uma fala semelhante. À época, a denúncia foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que encerrou o caso.
É inaceitável que Bolsonaro se sinta livre para fazer falas criminosas, pois há que se lembrar que racismo é crime, embora o presidente da República se comporte como se estivesse acima da lei.
Perguntar a uma pessoa negra sobre o peso dela em arrobas remete ao período de escravidão, no qual negros não eram considerados humanos pela Casa Grande. Trata-se, mais uma vez, da objetificação e animalização de corpos negros, que seguem sendo as principais vítimas do sistema.
Também vale reforçar que esse tipo de fala por parte do presidente não é ao acaso, e sim proposital. Bolsonaro aproveita-se desta semana de reflexão para a população negra para reafirmar o seu racismo com a certeza da impunidade. Afinal, desde antes de se tornar presidente ele fazia esse tipo de fala e nunca foi impelido pelas autoridades. Como presidente, sentiu-se ainda mais livre para disseminar preconceito racial.
Basta de racismo, vidas negras importam! FORA BOLSONARO!