assembleia conjunta Data-Base

assembleia conjunta Data-BaseO conjunto dos servidores municipais de Araucária realizou, nesta quarta-feira (24), uma Assembleia para deliberar sobre a Pauta de Reivindicações Prioritária da categoria e discutir os próximos passos da Campanha de Lutas unificada.

Logo após a definição da Pauta Prioritária, que inclui pontos como Plano de Carreira, concurso público, vale-alimentação e ganho salarial, os servidores de Araucária reafirmaram o compromisso com a luta por nenhum direito a menos e contra os ataques da Prefeitura.

A categoria não vai tolerar a intransigência do governo Hissam, que fechou de maneira unilateral o diálogo com os trabalhadores no ano passado e se recusou a negociar junto aos Sindicatos. O dia de ontem marcou o início da campanha de lutas da Data-Base dos servidores.

O próximo passo será protocolar na Prefeitura o documento da Pauta de Reivindicações Prioritária, intensificar a mobilização nos locais de trabalho e exigir uma mesa de negociação com a gestão.

Os ataques da reforma da Previdência

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O advogado do SISMMAR, Henrique Kramer, explicando os impactos da reforma para os servidores públicos

Antes do início da Assembleia, aconteceu um seminário sobre os males da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, no qual os advogados do SIFAR e do SISMMAR demonstraram como essa reforma será prejudicial aos trabalhadores do serviço público.

As mudanças na Previdência atingem diretamente os trabalhadores, principalmente as mulheres.

A idade mínima para se aposentar, por exemplo, será ampliada para 65 anos no caso dos homens e 62 anos para as mulheres. Além da idade, o tempo de contribuição também aumenta: 25 anos se torna o tempo mínimo de contribuição, sendo que serão necessários 40 anos para receber o valor máximo da aposentadoria.

Para o Magistério as regras também mudam. Com a reforma, a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres será de 60 anos, ignorando completamente a dupla jornada da mulher, que atualmente tem que lidar com a profissão e o trabalho doméstico.

Uma das alterações mais graves que a reforma impõe é a mudança de regime de Previdência, que passa a seguir o sistema de capitalização. Nesse método, as aposentadorias dos trabalhadores ficam à mercê do mercado financeiro, sem nenhuma garantia de retorno.

A privatização da Previdência é um sistema perverso que só beneficia os políticos, banqueiros e grandes empresários. De acordo com os dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT – 2018), dos 30 países que privatizaram a Previdência, 18 já estão voltando atrás ou reverteram completamente para o sistema de repartição. Isso só mostra que o Brasil está indo na contramão do que a experiência internacional alerta.

A única maneira de barrar essa reforma é por meio da união dos trabalhadores! Converse com os seus colegas nas unidades de trabalho sobre os efeitos danosos da reforma da Previdência e ajude a construir a mobilização que vai impedir esse grave ataque!

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