Diretores do SISMMAR e do SIFAR durante a Assembleia Popular.

Atualizado em 21/02/2019 às 14:47

No dia em que os trabalhadores brasileiros tiveram acesso à proposta oficial do governo para a reforma da Previdência, SIFAR e SISMMAR organizaram uma Assembleia Geral Popular para discutir os impactos da medida para todos aqueles que trabalham, seja no setor público ou privado.

Como havíamos anunciado em nossos materiais, a PEC da Previdência apresentada pelo governo federal atinge diretamente a classe trabalhadora, ampliando a idade mínima para se aposentar para 65 anos no caso dos homens e 62 anos no caso das mulheres.

No caso dos professores, a reforma propõe 60 anos como idade mínima para aposentadoria para homens e mulheres. Ao igualar a idade para ambos os sexos, a proposta desconsidera todo o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos que ainda hoje recai, majoritariamente, sobre as mulheres. Além disso, a PEC da Previdência de Bolsonaro acaba com a aposentadoria especial a qual os professores e professoras têm direito no modelo atual.

Mas, além de impor uma idade mínima para todos, a reforma também aumenta em 5 anos o tempo mínimo de contribuição para quem atinge a idade. Hoje o tempo mínimo é de 15 anos, mas caso a reforma seja aprovada pelo Congresso e Senado, esse tempo será de 20 anos (para receber 60% da aposentadoria). Para receber 100%, os trabalhadores terão de contribuir por, no mínimo, 40 anos.

Durante a Assembleia, que ocorreu às 16h45 na Praça da Bíblia, servidores públicos do município de Araucária e trabalhadores do setor privado da cidade puderam tirar dúvidas com advogado e também retomar a mobilização contra a aprovação da reforma da Previdência.

O próximo passo é organizar um Seminário sobre a Reforma da Previdência em conjunto com os demais sindicatos e entidades que estão comprometidos com a luta contra mais esse grave ataque. Fiquem atentos! Logo que tivermos mais informações sobre esse espaço de formação, divulgaremos nos sites do SIFAR e do SISMMAR e também nas redes sociais dos sindicatos.

FIRMES!

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