Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária.

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Mesmo sob as fortes vaias da população que acompanhava a sessão plenária desta terça-feira (18) na Câmara Municipal, a maioria dos vereadores de Araucária aprovou, por 7 votos a 4, a criação de um auxílio-alimentação no valor de R$ 1.279,38 para eles mesmos.

Votaram a favor os vereadores Celso Nicácio (PSD), Fabio Pedroso (PL), Nilson Vaz Torres (PL), Paulinho Cabeleireiro (União Brasil), Pedrinho da Gazeta (PSD), Vagner Chefer (PSD) e Vilson Cordeiro “Grilo” (União Brasil).

Votaram contra os vereadores Gilmar do Sindimont (PT), Professor Valter (Solidariedade), Olizandro Júnior (MDB) e Leandro da Academia (Solidariedade).

Vale ressaltar que, na primeira votação, o vereador Olizandro Júnior havia votado a favor do auxílio, porém mudou o seu voto no segundo pleito após forte pressão popular. Já Leandro da Academia, apesar de ser um dos autores do Projeto de Lei, faltou na primeira votação e acabou votando contra na segunda votação, também por pressão popular.

Prefeito não irá sancionar o auxílio

O prefeito Gustavo Botogoski (PL) declarou publicamente que não irá sancionar o Projeto de Lei aprovado pela Câmara porque não concorda com o pagamento do auxílio aos vereadores. Embora diga não concordar com o projeto, Gustavo também informou que não irá interferir num projeto aprovado pela maioria dos vereadores.

Assim, o documento permanecerá 15 dias no Executivo, mas, como não haverá sanção, retornará ao Legislativo, onde caberá ao Presidente da Câmara solicitar à Secretaria Municipal de Administração (SMAD) a numeração da lei. Feito isso, o próprio Legislativo promulga o texto e faz a publicação em Diário Oficial, que é quando a lei passa a valer.

Polêmicas durante e após a votação

A mudança de voto de Olizandro Júnior e os votos contrários de Leandro da Academia e Professor Valter acabaram causando a ira do Presidente da Câmara, Pastor Eduardo Castilhos (PL).

Ainda durante a plenária, que foi transmitida ao vivo, Castilhos acusou os referidos parlamentares de “hipocrisia”, “covardia” e “deslealdade”. Ele também deixou claro que, em sua gestão no Legislativo, não hesitará em tomar medidas drásticas contra as dissidências internas.

Ao término da sessão plenária, Castilhos, de fato, tomou suas medidas e exonerou a Diretora da Escola Legislativa, Aline Bueno, e o Assessor de Imprensa, Luís Gustavo Oliveira. Ambos eram indicações do vereador Professor Valter. Servidores ligados a Leandro da Academia e Olizandro Júnior (MDB) também foram dispensados, o que escancara a retaliação política aos que votaram contra o auxílio.

Além do destempero durante e após a votação, a Casa Legislativa também foi palco de um bate-boca entre Vagner Chefer e Olizandro Júnior. Chefer não ficou feliz com a mudança de voto de Júnior e acusou o vereador de “não cumprir com a palavra”.

A transformação do projeto em Lei Municipal irá causar um impacto orçamentário de quase R$ 200 mil por ano aos cofres públicos.

Os servidores de Araucária, que estão com o auxílio-alimentação congelado há 02 anos, e a população seguem de olho no trabalho dos vereadores!

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